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Eu vou lhe avisar
Goleiro não pode falhar
Não pode ficar com fome
Na hora de jogar
Senão, um frango aqui, um frango ali
Um frango acolá


Eu vou lhe avisar (Jorge Ben Jor) – Gal Costa

É, não foi fácil, nem gostoso, nem bonito de se ver. Depois da sacolada de 7×1 da Alemanha, ainda colocamos a cereja do bolo perdendo por 3×0 pra Holanda e amargando um quarto lugar sofrível. Felipão, sem fazer mea culpa repetindo os mesmos erros e perpetuando os “seis minutos” de apagão e nos oferecendo mais um triste espetáculo. Mas ainda mais difícil, ruim e feio foi ver o comportamento da torcida no estádio. Não me surpreende muito, porque isso é aquela coisa típica de torcedor de Copa, aquele torcedor que acha que jogo é balada e mal sabe como se portar diante do time adversário ou mesmo do seu próprio time quando este está perdendo.

Podem falar a vontade que Copa é diferente, mas é muito ruim ver as pessoas agredindo o time adversário e atacando seu próprio time no momento em que ele mais tá precisando de apoio. Achei triste, ainda mais vindo do povo que canta que é brasileiro com muito orgulho, com muito amor e que bate no peito pra falar que aqui é o país do futebol. Há duas semanas, eu e Thi fomos até Salvador ver Bélgica X EUA e foi um espetáculo a parte. Os EUA que zero tem tradição em futebol, berrando até o último segundo “I believe that we will win”, mesmo vendo o time perdendo o tempo todo. Eu estava torcendo pra Bélgica, mas cerca de 90% do estádio era pró-Estados Unidos e era um fuzuê lindo de ver. Agora ver esse bando de brasileiro que nunca liga pra futebol, de quatro em quatro anos querer bradar o seu amor (bem às avessas, diga-se de passagem) pelo País e sua seleção, querer palpitar no time escalado, e aí, a qualquer derrapada, virar as costas, vaiar, queimar bandeira. Que amor é esse? Que orgulho é esse? De onde eu venho isso tem qualquer outro nome, menos amor e orgulho.

Saí do estádio triste, desanimada e decidida que nunca mais vou assistir a um jogo da seleção aqui no Brasil. É um gasto de tempo, de dinheiro e de energia pra estar ao lado de torcedores de ocasião, que mal sustentam o seu “amor” ao time.

Agora, pra Seleção Brasileira, fica uma dica: não queiram mais fazer Copa em casa não. Vocês merecem um palco e uma plateia muito melhor do que essa.

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou


Relicário (Nando Reis) – Cássia Eller e Nando Reis

Sabe aqueles dias em que parece que tudo deu um nó? Que as coisas ao seu redor simplesmente não fazem sentido e que você tem sérias dúvidas se é possível continuar dessa maneira? Pois é, eu estou exatamente assim hoje – pra ser sincera, essa semana. O que tenho sentido é que estou funcionando numa frequência muito diferente dos outros a minha volta e isso tem feito de mim uma pessoa irritadiça e intolerante.

Tá sendo muito difícil conviver com burrice, que aliada a intransigência se torna uma mistura árdua de engolir, sabe. E aí que, como retorno, tô me tornando meio Seu Saraiva, à flor da pele, pronta pra atacar ao menor sinal de incompetência, e de gente bagunçando o meu coreto, que peno tanto pra manter organizado. Tô endoidando, a ponto de jogar a toalha, precisando de férias antes que eu vire uma suicida ou me torne uma homicida. O que tenho pra dizer pra encerrar essa sessão desabafo é: não tá fácil… =P

Reviver tudo o que sofreu
Porto de desesperança e lágrima
Dor de solidão
Reza pra teus orixás
Guarda o toque do tambor
Pra saudar tua beleza
Na volta da razão
Pele negra, quente e meiga
Teu corpo e o suor
Para a dança da alegria
E mil asas pra voar
Que haverão de vir um dia
E que chegue já, não demore, não
Hora de humanidade, de acordar
Continente e mais
A canção segue a pedir por ti

África, berço de meus pais
Ouço a voz de seu lamento
De multidão
Grade e escravidão
A vergonha dia a dia
E o vento do teu sul
É semente de outra história
Que já se repetiu
A aurora que esperamos
E o homem não sentiu
Que o fim dessa maldade
É o gás que gera o caos
É a marca da loucura
África, em nome de deus
Cala a boca desse mundo
E caminha, até nunca mais
A canção segue a torcer por nós


Lágrimas do Sul – Milton Nascimento

Já tem um tempinho que eu tô querendo voltar a postar aqui com todo o carinho e atenção que esse meu projeto musical merece, e hoje, por mais que o motivo seja triste, é uma data que pede por este retorno. Pra começar que eu queria que de qualquer maneira que este retorno fosse com Milton.

A música escolhida hoje também é conhecida como Para Winnie Mandela, e é linda, e para mim fala de um legado que a raça negra vive ao longo de toda a sua história, de todo o sofrimento pelo qual passou ao longo de séculos de exploração, escravidão e discriminação.

E hoje o mundo fica mais triste, mais pobre de ícones, de exemplos, pois perdeu um ser humano fantástico, um modelo de conduta, que sempre lutou por seus ideais, que passou quase 30 anos de sua vida preso buscando um mundo onde a cor da pele não fosse determinante jamais. Conseguiu mudar um pouco a história da África do Sul, assim como deixou um legado para a história da humanidade e hoje descansa sabendo que cumpriu seu papel nesse planeta. Nelson Mandela que sua luta siga viva por muitas gerações e que a sua morte sirva como um lembrete de que ainda há muito a ser feito para que o mundo que ele sonhou se torne realidade.

Descanse em paz e que o brilho de sua luta resplandeça ainda por muitos anos.

O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo

O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda

Só eu posso pensar
Se Deus existe
Só eu
Só eu posso chorar
Quando estou triste
Só eu
Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço. Hum

Eu penso e posso
Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei

Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus
Olhos de vidro


Cérebro eletrônico (Gilberto Gil) – Marisa Monte

Quem me acompanha pelo Teia de Renda sabe que eu tô “sem” note. Por isso estou funcionando sem meu cérebro eletrônico e por conta disso estou completamente atrasada com meu cronograma de postagem. Mas pelo que vimos o Deal Extreme já postou minha nova fonte e em duas semanas devo voltar ao ritmo normal. E que assim seja… ;)

365/42

Mas iremos achar o tom
Um acorde com lindo som
E fazer com que fique bom
O utra vez o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O show tem que continuar


O show tem que continuar (Arlindo Cruz/Sombrinha/Luiz Carlos da Vila) – Fundo de Quintal

Minhas suspeitas confirmadas, minha Portela mais uma vez permanece na fila, mas ao menos ganhou a Vila Isabel que fez um desfile lindíssimo e fechou com chave de ouro o segundo dia. A Portela é super tradicionalista, tem um virtuosismo que apaixona, mas que muitas vezes a prejudica, porque é difícil lutar sem armas num cenário onde os adversários vem armados até os dentes. Desfiles cada vez mais luxuosos, com efeitos e defeitos especiais, acabam ofuscando o que deveria ser exaltado, que é o samba, a beleza de uma comunidade se unindo por um objetivo comum. O Carnaval há muito tempo virou uma máquina de dinheiro, onde o samba em si, e as tradições foram renegados e estão em segundo plano.

A única coisa que me deixa feliz é que ganhou um samba muito bonito, de uma escola que tem história e comunidade envolvida, e não os fru-frus e efeitos do Paulo Barros, que encanta principalmente aqueles que não se importam com o verdadeiro espírito carnavalesco. Parabéns, Vila Isabel! E Portela, vamos em frente, focados nesse samba de Arlindo Cruz, porque o show tem que continuar mesmo, e logo mais a gente acha o tom. ;)

365/39

Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés, não me alcancem
Para que meus inimigos tenham mãos, não me peguem, não me toquem
Para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam
E nem mesmo um pensamento eles possam ter para me fazerem mal

Armas de fogo, meu corpo não alcançará
Facas, lanças se quebrem, sem o meu corpo tocar
Cordas, correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar
Pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge

Jorge Da Capadócia (Jorge Ben) – Fernanda Abreu

Pra quem acredita, oficialmente hoje começa o meu inferno-astral, e aí eu decidi que nada melhor que um banhinho de sal grosso pra espantar qualquer ziquizira extra – porque eu não tô precisando delas não – hehehe. E aí decidi que era o momento pra postar uma música, que já apareceu por aqui, mas que tinha que ser ela, porque ela é daquelas que tem o “poder” da blindagem, que parece que nos dá força pra seguir adiante, mesmo que tudo esteja nos alvejando. Por isso, inferno-astral, podem vir que eu tô prontinha pra te encarar com as armas de Jorge… ;)

365/30

Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar

Timoneiro nunca fui
Que eu não sou de velejar
O leme da minha vida
Deus é quem faz governar
E quando alguém me pergunta
Como se faz pra nadar
Explico que eu não navego
Quem me navega é o mar


Timoneiro – Paulinho da Viola

Paulinho da Viola é um primor, um gênio, um verdadeiro príncipe do samba. E com ele e com Timoneiro eu aprendi uma das mais duras lições dessa vida, que não sou eu quem me navego, quem me navega é o mar.

Curiosamente, desde muito nova eu já tinha minha vida muito bem traçada e planejada, era das poucas que, desde a 8ª série já sabia para o que ia prestar vestibular e tinha a vida toda planilhada. Como se nada pudesse dar errado e interferir nos meus planos. O duro mesmo foi ver o quanto o acaso interfere no que você planejou.

Tem dia que bate uma deprê, quando paro pra fazer um balanço e vejo que sou 0% do que tinha sonhado ser quando tinha 16 anos. Porém, o que a gente precisa parar pra pensar é que isso não é necessariamente ruim. A gente só precisa estar aberto e lidar bem com acaso, saber se deixar pela maré e deixar o mar te navegar. Acho que assim fica mais fácil encarar a vida, porque já que não tem jeito mesmo, a gente tem que dar um jeito de encarar os altos e baixos de cada onda e seguir em frente.

365/23

Txai é fortaleza que não cai
Mesmo se um dia a gente sai,
Fica no peito essa dor

Txai, este pedaço em meu ser
Tua presença vai bater
E vamos ser um só

(…)

Txai, onde achei coragem
De ser metade todo teu,
Outra metade eu
Porque a tarde cai
E dona lua vai chegar
Com sua noite longa,
Ser para sempre Txai


Txai – Milton Nascimento

Porque tem dias que é simplesmente é impossível fingir que tá tudo bem e botar um sorriso no rosto. Mas ainda assim tem que botar a armadura, se transformar em fortaleza e encarar a vida do jeito que ela se apresenta. E vamos que vamos, sendo Txai, como Milton Nascimento me ensinou quando eu ainda era uma criança pequena. :)

E com certeza o dia de amanhã vai ser mais fácil, e caso não seja, estou aqui, disposta a encara-lo de frente mais uma vez, prontinha pra luta.

365/21

Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões…

Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação…

Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião…

Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade…

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais…

Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros…

Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã…

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração…

Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão…

Vamos festejar a inveja
A intolerância, a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada…

Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror de tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção…

Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!


Perfeição (Renato Russo) – Legião Urbana

Já na semana passada começou a patrulha anti-BBB, mas hoje, com a estreia do programa, ela está se intensificando. O grande problema desse tipo de coisa é a maneira como é feito, meio-ditatorial, querendo impor uma opinião e desqualificar quem assiste ao programa.

E a minha indignação diante dessa postura é tanta, me dá asco desse tipo de postura, que eu nem consegui selecionar um só trecho da música do Renato Russo. É bom para que as pessoas leiam verso por verso, reflitam sua postura diante da vida e sejam engajados diante daquilo que realmente importa, do que merece empenho, do que faz diferença. Ter essa postura diante da vida, e não partir pro ataque de cachorro morto. Duvido que quem assiste a BBB ache que aquilo agregue algo a sua vida. As pessoas assistem porque acham engraçado, porque curtem a sensação de voyeurismo, por gostarem de falar da vida alheia, e não porque acreditem que aquilo as tornará pessoas melhores e mais cultas. E o pior é que as pessoas que mais bradam contra o Big Brother passam o resto do ano assistindo porcaria e falando sobre elas em suas redes sociais, e acham tudo isso normal. Só BBB que não pode. Esse papo cansa e muito.

Se não gosta é só ir fazer uma outra coisa, mudar de canal, sei lá, é melhor do que ir pro Facebook atacar a quem assiste. Melhor e mais útil. Mas acho que as pessoas acreditam que é isso que precisam e devem fazer para construir um mundo melhor e “perfeito” e não percebem que a perfeição que constroem é só essa cantada pela Legião Urbana.

365/08

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para…
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…

Paciência – Lenine

Tem horas que a única coisa que nos resta nessa vida é ter paciência. Mesmo nos momentos de mais dor a gente tem que lembrar da fragilidade e efemeridade da vida. De quanto tudo passa rápido demais e de como somos pegos de surpresa por coisas boa e ruins. Mas é fato que tem horas que é muito difícil e seguir em frente parece ser a coisa mais árdua do mundo. Só que a gente precisa seguir em frente, por mais que as forças pareçam sumir.

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