Antigamente era Paulo da Portela
Agora é Paulinho da Viola
Paulo da Portela, nosso professor
Paulinho da Viola, o seu sucessor
Vejam que coisa mais bela
O passado e o presente
Da nossa querida Portela

Paulo, com sua voz comovente
Cantava ensinando a gente
Com pureza e prazer
O seu sucessor na mesma trilha
É razão que hoje brilha
Vaidade nele não se vê
Ó Deus, conservai esse menino
Que a Portela do seu Natalino
Saúda com amor e paz
Quem manda um abraço é Rufino
Pois Candeia e Picolino lhe desejam muito mais

De Paulo da Portela a Paulinho da Viola

Carnaval chegou e hoje vou falar um pouco sobre um amor específico que sinto, que é intimamente ligado ao carnaval…

Do meu pai, nessa vida, herdei alguns amores – ainda que a grande frustração dele seja eu não ter herdado o amor pelo “Bahêa”. Mas com ele aprendi a amar o mar (e me doer tanto viver numa cidade cinza e sem praia), ao Palmeiras (que virei uma fanática de carteirinha e para quem ele vem perguntar sobre as novidades), ao Botafogo (e ao estilo moleque de Guarrincha), ao Rio de Janeiro e, às paixões que são o motivo desse post, ao samba e à Portela. Curiosamente, desde a infância minhas cores prediletas são azul e branco (até os bem-casados do meu casamento sabem disso… =D).

Pequenininha eu aprendi a amar a Portela, nem sabia direito o que era Carnaval, mas tava lá, na frente da TV, acompanhando os desfiles e torcendo loucamente. E ainda bem pequena, vi a escola rachar e dar origem à Tradição, lado para o qual meu pai chegou a se bandear, mas de onde acabou voltando. Já eu, achava estranho eu ser Portela e ter que mudar, e na minha cabeça de criança, ainda dizia que era Portela. Do alto dos meus 5 anos, já sabia que eu nunca ia gostar da postura “vira-casaca” – hehehe.

E assim segui, apaixonada pela Azul e Branco, pela águia e pela Velha Guarda da escola (que sempre me faz chorar – amo Monarco e Tia Surica), e nunca, seja lá o horário que passe, deixei de assistir a um desfile da minha Portela querida. Porém, como sou uma paulistana requenguela, ainda não tive o prazer de assistir ao vivo e em cores, diretamente da Sapucaí esse espetáculo de encher os olhos e a alma. Mas não morro sem ver minha Portela de pertinho. O ano passado, nessa mesma época, eu postei Foi um rio que passou em minha vida, bradando que “meu coração tem mania de amor, amor não é fácil de achar”. E comprovo que não é mesmo e que quando vem, vem pra ficar…

PS: Um dos momentos mais marcantes e emocionantes da minha carreira como jornalista foi em 2004 quando eu entrevistei o Monarco – um grande ídolo e uma pessoa incrível, simples, antencioso. Um fofo! Eu que já gostava dele, passei a gostar 10 vezes mais… =D

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