Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor
As brigas que ganhei
Nem um troféu
Como lembrança
Pra casa eu levei
As brigas que perdi
Estas sim
Eu nunca esqueci
Eu nunca esqueci

Perdendo os dentes (John/Fernanda Takai) – Pato Fu

Essa música já foi postada aqui, mas é mais do que propício postá-la novamente… Sim, eu bem sei, mais do que ninguém que não adianta nada ficar batendo boca e cabeça por aí. Sei, mas entre o saber e o agir corretamente há uma larga distância, né!

Me lembro que até meus 21/22 anos eu era uma das pessoas mais cabeça-dura que já passou pela face da Terra. Mas pouco a pouco e a muito custo, na faculdade, no ballet, nos empregos, e em N outras situações eu fui aprendendo que essa mania de bater o pé firme no chão, em muitas vezes, de nada me adiantava, e eu só me machucava e ainda machucava os outros. E assim fui aprendendo, por mais difícil que fosse, tentar ver as coisas pelo prisma de outra pessoa, e, com isso, passar a aceitar opiniões e visões diferentes da minha. Pode não parecer, mas eu sempre tento fazer isso. Até quando eu não gosto da pessoa, eu me coloco no lugar dela e tento compreender a sua posição, e na maioria da vezes isso dá bem certo. Assim, aprendi não carregar mágoas e inimizades. São bem poucas as pessoas desse mundo que fazem eu carregar mágoa, até porque isso é coisa que dá muito trabalho, tanto quanto amar… Então, quando algo me desagrada eu tento compreender o que rolou praquela pessoa, e deixo quieto e vou em frente. Mas, bom, eu não sou Sidarta Gautama, tô bem longe de alcançar o nirvana e nem sempre tenho sucesso nessas minhas tentativa de compreensão do outro. E aí já viu… Se eu achar que não vale a pena, taco um foda-se e limo da minha vida, se eu achar que vale o desgaste, bato de frente e vamos que vamos. Mas há os casos em que fico remoendo coisas, empacada numa situação e aí que mora o perigo. Ainda assim estou em busca de superar isso, em busca de amadurecimento. E é assim que vou vivendo um constante aprendizado com “as brigas que perdi” e olha que eu nem cheguei na metade do caminho (e como esse caminho é duro e cansativo, viu!).

E vou continuar perdendo muitas brigas e dentes por aí, tenho certeza. Mas, pensando bem essa é uma das graças da vida, né! Afinal, sem as brigas para ganharmos e perdermos, fica tudo bem insosso…

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