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Dizia ele: “Estou indo pra Brasília
Neste país lugar melhor não há”

Faroeste Caboclo (Renato Russo) – Legião Urbana

Minha segunda vez em Brasília. A primeira foi em 2010, naquele bate-volta insano pra vir buscar a Amélie, agora, embora rapidinho, já que o intuito seja ver a disputa de 3º e 4º lugares da Copa (e que eu nunca supus que fosse ser jogo do Brasil), viemos com um dia e meio de antecedência e tá dando pra aproveitar um pouquinho.

Estamos sendo recebidos magnificamente bem pela Rita, mãe da minha xará Tayra, que além de nos hospedar ainda tá servindo de guia-turístico. Hoje fomos ver o Palácio do Alvorada, Congresso, Catedral e Esplanada dos Ministérios. Amanhã cedo vamos ao Lago Paranoá e vamos subir a Torre de TV pra ver Brasília de cima (tudo isso antes de ir pro jogo – hehehehe).

Mas estou amando Brasília, e enfim, costruindo uma impressão sobre o lugar. E já quero morar aqui na Asa Norte, pode? <3

Ah, agora o Silêncio e Som também tem Instagram, aproveita e segue a gente por lá, pra conferir as “imagens” nas nossas músicas.

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casais

Nem assaz alhures e antanho
Era um evento tamanho
A sagração nupcial
Vinha a noiva de gargantilha
Caçoleta e rendilha
Diadema e torçal

Opereta do Casamento (Chico Buarque e Edu Lobo) – Coro

Ainda estou curtindo os momentos de ontem, revivendo, relembrando. O casamento da Mayara e do Renan foi o mais legal que já fui – depois do meu, é claro (hehehe). Tudo muito gostoso, leve, divertido, com a cara dos noivos, sem fazer coisas pra agradar aos outros e fugir da essência deles. Sempre acho que os protagonistas são os noivos mesmo, e é pra eles que a festa tem que ser gostosa (porque se estiver sendo bom pra eles, isso acaba se refletindo nos convidados e todo mundo curte junto). E assim foi o casamento deles. A Mayara não saiu da pista, dançou horrores, aproveitou cada segundo e isso fez com que a festa fosse deliciosa, do início ao fim.

Por sinal, eu, Mayara e Vanessa fomos responsáveis por fechar a pista. Quando olhamos pro lado, só tinha a gente dançando e só a gente no salão. E quando você mal nota que a festa “acabou” é porque ela tava realmente boa. Thi fez as vezes de padrinho e foi o responsável por arrecadar a grana da gravata. Nós amamos fazer parte desse momento, sermos padrinhos e compartilhar ao lado deles esse momento tão especial da vida dos dois.

E como seremos vizinhos, é agora que a festa começa. ;)

Parabéns Mayara e Renan, pelo casamento, pelo casal sensacional que são e pela festa deliciosa que nos proporcionaram. <3

E lá vou eu cantando com a minha viola
O amor tem seus mistérios
Por onde me deixo levar
Laiá
Nossa história começa por lá
No engenho da fazenda
Dos cantos de “canaviá”

Bate o sino da capela
Ôi… que é dia de santo, sinhá

Tem mironga de jongueiro
O tambor me chamou pra dançar

Tempo rodou na roda do trem e veio
A inspiração do partideiro
Que versou no Mercadão
Foi nesse chão
Que a estrela brilhou no tablado
O “Madura” pisou no gramado
O malandro charmoso dançou
No pagode com outro gingado
Quando o bloco chegou
Agitou o suingue do black
E a nega baiana girou

Cai na folia, sem grilo, meu bem vem na fé
Na ilusão da fantasia
Vai como pode quem quer

Surgiu a serrinha imperial
Em outros caminhos para o mesmo ritual
Portela, meu orgulho suburbano
Traz os poetas soberanos nesse trem para cantar
Que Madureira é muito mais do que um lugar
É a capital de um sonho que me faz sambar

Abre a roda, chegou Madureira
A poeira já vai levantar
O batuque ginga ioiô
Ginga iaiá

Madureira… Onde o meu coração se deixou levar (Wanderley Monteiro, Luiz Carlos Máximo, André do Posto 7 e Toninho Nascimento) – G.R.E.S. Portela

Minha Portela fechou ontem o primeiro dia de desfile do Rio, e foi lindo!!! É gritante o quanto há uma diferença dela pra várias outras escolas grandes que fizeram enredos patrocinados, o quanto as alegorias eram mais simples, mas o que ninguém tira da Portela é o amor e o envolvimento da comunidade ao seu redor, e isso é ímpar. Um enredo lindo, contando a história do bairro onde a escola surgiu, e fazendo uma justa homenagem a Paulinho da Viola, que completa 70 anos. A escola toda cantando, dançando, emocionada. E a gente ainda tem a primeira e única Velha Guarda de verdade, figuras lindas e icônicas emocionando todo portelense: Monarco, Suriquinha, Dodô e tantos outros que fazem parte da história desse amor em azul e branco.

Eu acho que a gente não leva, que ficaremos mais um ano na fila, mas acho que o desfile foi lindo, emocionante e em vários momentos trouxe lágrimas aos meus olhos e por isso abre a roda, chegou Madureira… <3

365/37

A romã, a tribo, a procura
O caldo da cultura, o cauim
A quermesse, o curso, a bienal, a escultura
Hosana nas alturas, anjos no céu de Berlim.
Osasco
Osaka
Rosa
Bomba
Maca
Ossos do office-curumim
Dança o povo negro
Dança o povo índio
Sobre as roças mortas de aipim
Dança a nova tribo
Dança o povo inteiro
Dança a moça triste do Benin

Dança – Chico César

Essa pra mim é uma das músicas mais bonitas do Chico César e serve como uma luva pra ilustrar o que estou sentindo nesse momento. Fala sobre a dança e o quanto ela está presente em todos os povos, culturas e como ela serve para representar todas as emoções.

Eu estou aqui feliz, anestesiada por tantas emoções pelas quais vivi hoje e sei que muita gente que estava lá hoje compartilha comigo esse sentimento. Muitas gerações e diferentes turmas e panelas que participei debaixo do mesmo teto, e todos unidos em torno de um único amor: a dança. Foi uma delícia, foi maravilhoso, foi revigorante.

Eu não dançava com as minhas primas Taís e Cíntia desde 92 (21 anos!!!), com a Rosana, Daniela e Paula desde 96, com a Dadi e com a Carol desde 99, com a Suelen desde 2002, com Tayana, Jorge e Priscila desde 2006. Anos, anos, anos e mais anos. E é claro que não tem magia, né! Os músculos obviamente sentiram o tempo que passou nesses sete anos que fiquei parada, mas meu coração e minha alma não. Eles nunca souberam que eu parei de dançar, para eles eu sempre fui bailarina. E posso dizer que estou feliz como há muito tempo não me sentia. Muito obrigada a cada uma das meninas que esteve lá e pode compartilhar comigo esse momento e comprou a ideia desse retorno, obrigada ao Xoxó e principalmente à Ana que nos proporcionou essa aula espetacular e nos fez sentir saudades das horas intermináveis de ensaio. Hoje tive certeza de algo que eu já desconfiava: o amor à dança é mesmo imortal!!!

365/26

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão

Samba do Avião – Tom Jobim

Porque sempre que eu venho a essa cidade, meu coração se enche de alegria, minha energia se revigora e eu me sinto a mais feliz das criaturas. Eu tenho certeza que sou uma carioca que nasceu na cidade errada, não é possível… É aqui a cidade que me faz sentir completa, que me faz sentir mais humana, mais perto de valores em que acredito e que se dependesse única e exclusivamente da minha vontade, seria o lugar que escolhi pra viver.

Enquanto isso não acontece, vou me enchendo mais de felicidade cada vez que boto meus pés na Cidade Maravilhosa e é fato que aqui minha alma sempre canta… =)

E agradeço muito à Laila, Vanessinha e Tassi por terem feito minha estada aqui no Rio simplesmente incrível. <3

Viva a alegria
E viva o prazer
De estar gostando de viver
Viva a maravilha
Que somos eu e tu
E viva o rabo do tatu

Viva (Kledir Ramil) – Kleiton e Kledir

Ai gente, nada é capaz mais o ânimo de uma tarde de enrolação, sem job, numa agência reformando – lotaaaaaaada de poeira e com cheiro de tinta tão forte que tá todo mundo na brisa – do que a tão querida sexta-feira e o fim de semana que vem se descortinando. Então, por mais que eu esteja com dor de cabeça por conta do maledeto do cheiro, cara, a 6ª tá acabando e eu vou master curtir o momento. Então viva o dia, viva a sexta-feira, viva o fim de semana, viva a Laila estar lá em casa e vamos que vamos, sempre! :)

Que bom, amigo
Saber que na minha porta
A qualquer hora
Uma daquelas pessoas que a gente espera
Que chega trazendo a vida
Será você
Sem preocupação

Que bom, amigo – Milton Nascimento

Hoje, a Lelê me fez chorar com um depoimento que escreveu pra mim. E muito do que ela falou é tão recíproco, tão recíproco que poderiam ser palavras minhas. É engraçado que a Lelê entrou indiretamente na minha vida, ela era amiga da Gabi, que trabalhava comigo na Dudinka. Sempre ficava ouvindo milhares de histórias sobre a pessoa divertida que ela era e também do lendário Luquinhas, filho dela. Assim comecei a ler o Eneaotil – e fui conhecendo melhor os dois personagens, sem conhecê-los pessoalmente. Mas destino é coisa de doido, e não é que a Lelê virou amiga do Wandeko, meu amigão AND padrinho de casamento?! Pronto, tava escrito. Começamos a conviver mais e a empatia era imensa. Pra começar que não dá pra não gostar da Lelê, ela é uma delícia de pessoa. Bastam dois minutos ao seu lado pra já soltar boas risadas.

E assim, pouco a pouco, ela foi entrando na minha vida pra ficar. Ela e o Luquinhas. E por tabela o Rafa, a Dona Rose e o Seu Fausto. É uma família toda muito querida, gente especial de verdade, que não se vê em qualquer esquina. Daí foram inúmeros churrascos, pizzas, “zé do hamburguer”, tudo isso sempre regado a muita gargalhada.

Mas, além de ser uma pessoa divertida e alto-astral, ela também é muito ponta-firme e já me vi desabafando sobre tudo com ela. E ela tá sempre lá, boa ouvinte e conselheira. E como ela mesmo disse, “na 5ª série que tivéssemos nos conhecido, eu teria escrito na capa do caderno dela que queria ser sua amiga para toda a vida. Como somos adultas, nós sabemos que é para sempre mesmo”. <3 muito!

É comum a gente sonhar, eu sei, quando vem o entardecer
Pois eu também dei de sonhar um sonho lindo de morrer
Vejo um berço e nele eu me debruçar com o pranto a me correr
E assim chorando acalentar o filho que eu quero ter

O filho que eu quero ter (Toquinho/ Vinícius de Moraes) – Paulinho da Viola

Música maravilhosa, que faz parte da trilha sonora do especial A Arca de Noé (marco da minha infância) e que eu sempre amei. E foi daí que tirei o nome do meu futuro filho, uma vez que o nome completo da música tem um nome antes, que foi o nome que o próprio Vinícius de Moraes deu ao seu filho.

Além de ter convivido de perto com o Luquinhas (filho da Lelê), hoje depois de conhecer o João, sobrinho do Wandeko, que é toda a fofura em forma de um pequeno de 5 anos. E pensar que antes eu só queria uma menina, até brincava que se tivesse menino daria pra adoção (ai, que maldade!). Mas de uns tempos pra cá eu tenho visto e convivido com tantos meninos lindos, fofos, gostosos, cute-cute que agora eu quero ter um menino mais que tudo…

Todo dia o sol levanta
E a gente canta
Ao sol de todo dia

Canto do povo de um lugar – Caetano Veloso

Hoje é um novo dia, e doída ou não a vida segue em frente. Temos que assimilar dores, deixá-las doer no fundo, e ir acostumando com aquele latejamento, até que ele vai cessando e a dor se transforma apenas numa saudade muito forte. Esse é o dia que se descortina, com o qual precisamos nos confrontar e, mesmo com toda a dor que se sente no peito, seguir caminhando.

Ao menos, nos consola saber que há pessoas que gostam da gente e que estão ao nosso lado pra ajudar a superar essas dores tão fundas que surgem no caminho. E, dia após dia, temos de seguir adiante. Sempre…

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
e tudo se acabar na quarta-feira

A felicidade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes) – Gal Costa

Hoje acordei de madrugada, sobressaltada, com a notícia do falecimento do pai de um amigo meu, muito, muito, muito querido… E, eu, como pisciana que sou, fiquei muito mexida, não consegui mais pegar no sono direito e só pensava: que merda, logo hoje pro meu carro quebrar… Estava de mãos atadas, sem carro, e querendo de qualquer jeito dar força pra ele.

Fiquei revirando na cama, dormi um sono inquieto, cheio de pesadelos e interrupções. Até que, quando acordei, falei com outra amiga querida, que mora aqui perto, e que vai me emprestar o carro pra que eu vá até o velório, enterro etc. – no ABC Paulista. É algo que eu não tinha como abrir mão, nem que eu fosse de táxi, mas eu precisava estar lá ao lado dele, como ele já esteve do meu lado na hora que precisei, assim como esteve comigo num dos momentos mais felizes da minha vida…

Mas é isso mesmo, a gente vai seguindo a vida assim, tropeçando, caindo, levantando, tomando no lombo e rindo em seguida e vamos sempre mantendo o curso. Agora tô indo pro ABC e não sei que horas volto…

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Simples Desejo (Daniel Carlomagno e Jair Oliveira) - Luciana Mello #mpb #lucianamello #jairoliveira

Isso é um mantra diário, sempre que algo vem pra azucrinar e tirar a minha paz. 😊 Cajuína - Caetano Veloso (mas eu gosto bem mais na voz da Gal Costa) - é uma música linda, lindíssima, curtinha e maravilhosa, que sempre, sempre, sempre me arranca lágrimas. Caetano a compôs em homenagem ao amigo Torquato Neto, que foi junto com ele um dos fundadores do Tropicalismo, e que se suicidou no começo da década de 70.  #MPB #tropicalismo #caetanoveloso #galcosta #torquatoneto Ê, povo, ê - Gilberto Gil #MPB #GilbertoGil - música que tá tocando em looping na minha semana desde domingo. Código de acesso (Itamar Assunção) - Zélia Duncan #MPB #zéliaduncan #itamarassunção Eu nunca te amei idiota (Alvin L.) - Ana Carolina #MPB #rocknacional #anacarolina Sobre o tempo (John) - Pato Fu #patofu #rocknacional #fernandatakai Dê um rolê (Moraes Moreira) - Novos Baianos #NovosBaianos #MPB Caçamba (Éfson e Odibar) - Molejo #samba #pagode #molejo Viva (Kledir Ramil) – Kleiton e Kledir #MPB #kleitonekledir
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Isso é um mantra diário, sempre que algo vem pra azucrinar e tirar a minha paz. 😊