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Quero a utopia, quero tudo e mais
quero a felicidade dos olhos de um pai
quero a alegria, muita gente feliz
quero que a justiça reine em meu país

Quero a liberdade, quero o vinho e o pão
quero ser amizade, quero amor, prazer
quero nossa cidade sempre ensolarada
os meninos e o povo no poder, eu quero ver

São José da Costa Rica, coração civil
me inspire no meu sonho de amor Brasil
se o poeta é o que sonha o que vai ser real
bom sonhar coisas boas que o homem faz
e esperar pelos frutos no quintal

Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder?
Viva a preguiça, viva a malícia que só a gente é que sabe ter
Assim dizendo a minha utopia
Eu vou levando a vida, eu vou viver bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso um dia se realizar

Coração Civil – Milton Nascimento

Essa música é meu TOP3 de Milton – e olha que é difícil, viu… Porque pra mim é uma árdua tarefa fazer um TOP30 dele, imagina um TOP3!!! Sou completamente apaixonada por ela. O coro de crianças, logo no comecinho já faz as lágrimas começarem a encher meus olhos. Montei com ela uma coreografia que eu amava para um espetáculo que dirigi de 20 anos de Anistia, em 1999. Ano passado, tive a felicidade de ver uma linda versão da música interpretada pelo pessoal do Coral da UFC, com minha amada Xellyta no meio, pra me emocionar ainda mais.

E com tudo que vem rolando na Copa, as inúmeras demonstrações de solidariedade, afeto, respeito, eu acredito que ela caia como uma luva para o momento, porque eu quero que ver muito mais “alegria, muita gente feliz”, e seguramente “quero que a justiça reine em meu país”. E quero que isso se irradie, vire realidade constante e regra, que um sonho de liberdade, justiça e igualdade se reflitam nas urnas e que a gente possa junto construir um país melhor. Milton sempre me inspira, me faz refletir, me faz acreditar no melhor das pessoas e me faz sonhar sempre com a “cidade sempre ensolarada, os meninos e o povo no poder”. E eu sei que estamos caminhando cada vez mais nesse sentido, ainda que seja trabalho de formiguinha. <3

Brasil está vazio na tarde de domingo, né?
Olha o sambão, aqui é o país do futebol

No fundo desse país
Ao longo das avenidas
Nos campos de terra e grama
Brasil só é futebol
Nesses noventa minutos
De emoção e alegria
Esqueço a casa e o trabalho
A vida fica lá fora
Dinheiro fica lá fora
A cama fica lá fora
Família fica lá fora
A vida fica lá fora
E tudo fica lá fora

Aqui é o país do futebol (Milton Nascimento e Fernando Brant) – Milton Nascimento

Não é tarde de domingo, mas é como se fosse. E olha, sinto dizer que “vai estar tendo Copa” e agora não tem mais jeito. E sinto mais ainda dizer que esses protestos de vocês estão pelo menos uns 7 anos atrasados. Me lembro bem da festa que todo mundo fez quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa de 2014, e que só eu e o Raoni que torcemos o nariz. De repente, com um atraso pra botar qualquer retardado mental no chinelo, o povo resolveu “acordar” e protestar contra o Padrão Fifa, a roubalheira e tudo mais. Depois de tudo pronto, e da Copa das Confederações o povo resolveu se perfazer de politizado, de indignado e sair bradando por aí que #nãovaitercopa – pffff…

O pior de tudo é virem com a faca nos dentes, achando que são os paladinos da justiça, e que qualquer um que goste de futebol (e bote nesse balaio quem faz álbum de figurinhas, quem comprou ingressos, quem vai ver em casa, quem usa bandeira, quem usa camisa) um pobre alienado. Que preguiça!!!!

Mas confesso também que tenho preguiça – e muita – dos que acham que tá tudo bem, tudo lindo e de que é Copa, uhuuullll, não tem nada de errado. Mas, vaale lembrar, a Copa tá ai, é a chance de hotéis, companhias aéreas, bares, museus, comércio em geral faturar um pouquinho da fortuna investida no evento. Depois é só não ser massa de manobra, pensar no que tá fazendo e votar conscientemente em outubro (principalmente pra deputado, voto esse que a imensa maioria se esquece ou não tá nem aí – porque na prática, o legislativo governa muito mais do que o executivo).

Agora é hora de abrir os braços e receber a gringaiada que já chegou e que tá chegando por aí, preparar o gogó e gritar muito gol. E vamos que vamos!!!! \o/

PS: Nem vou mencionar o quanto me irrita, eu, apaixonada por futebol que sou, os torcedores de Copa do Mundo – esses mesmos que não entendem lhufas, querem palpitar em tudo e ainda serem a sumidade no assunto, querendo criticar a escalação, o desempenho no jogo, a substituição e mal sabe o que é um impedimento. Preguiz eterna. =P – mas isso é assunto pra outro desabafinho e sei que é só ranzinzice – hahahaha

Reviver tudo o que sofreu
Porto de desesperança e lágrima
Dor de solidão
Reza pra teus orixás
Guarda o toque do tambor
Pra saudar tua beleza
Na volta da razão
Pele negra, quente e meiga
Teu corpo e o suor
Para a dança da alegria
E mil asas pra voar
Que haverão de vir um dia
E que chegue já, não demore, não
Hora de humanidade, de acordar
Continente e mais
A canção segue a pedir por ti

África, berço de meus pais
Ouço a voz de seu lamento
De multidão
Grade e escravidão
A vergonha dia a dia
E o vento do teu sul
É semente de outra história
Que já se repetiu
A aurora que esperamos
E o homem não sentiu
Que o fim dessa maldade
É o gás que gera o caos
É a marca da loucura
África, em nome de deus
Cala a boca desse mundo
E caminha, até nunca mais
A canção segue a torcer por nós

Lágrimas do Sul – Milton Nascimento

Já tem um tempinho que eu tô querendo voltar a postar aqui com todo o carinho e atenção que esse meu projeto musical merece, e hoje, por mais que o motivo seja triste, é uma data que pede por este retorno. Pra começar que eu queria que de qualquer maneira que este retorno fosse com Milton.

A música escolhida hoje também é conhecida como Para Winnie Mandela, e é linda, e para mim fala de um legado que a raça negra vive ao longo de toda a sua história, de todo o sofrimento pelo qual passou ao longo de séculos de exploração, escravidão e discriminação.

E hoje o mundo fica mais triste, mais pobre de ícones, de exemplos, pois perdeu um ser humano fantástico, um modelo de conduta, que sempre lutou por seus ideais, que passou quase 30 anos de sua vida preso buscando um mundo onde a cor da pele não fosse determinante jamais. Conseguiu mudar um pouco a história da África do Sul, assim como deixou um legado para a história da humanidade e hoje descansa sabendo que cumpriu seu papel nesse planeta. Nelson Mandela que sua luta siga viva por muitas gerações e que a sua morte sirva como um lembrete de que ainda há muito a ser feito para que o mundo que ele sonhou se torne realidade.

Descanse em paz e que o brilho de sua luta resplandeça ainda por muitos anos.

Homem que é homem não perde a esperança, não
Ele vai parar
Quem é teimoso não sonha outro sonho, não
Qualquer dia ele pára

Roupa Nova – Milton Nascimento

Eu gosto muito da versão do Roupa Nova (o grupo) pra essa música, com estilo meio coral, mas Milton é Milton e sempre toca mais fundo ao meu coração, não tem jeito. E hoje eu tô naqueles dias de persistir no sonho incansavelmente, porque homem que é homem não perde a esperança, nem sonha outro sonho. E eu tô firme e forte nos meus propósitos para 2013.

365/29

Txai é fortaleza que não cai
Mesmo se um dia a gente sai,
Fica no peito essa dor

Txai, este pedaço em meu ser
Tua presença vai bater
E vamos ser um só

(…)

Txai, onde achei coragem
De ser metade todo teu,
Outra metade eu
Porque a tarde cai
E dona lua vai chegar
Com sua noite longa,
Ser para sempre Txai

Txai – Milton Nascimento

Porque tem dias que é simplesmente é impossível fingir que tá tudo bem e botar um sorriso no rosto. Mas ainda assim tem que botar a armadura, se transformar em fortaleza e encarar a vida do jeito que ela se apresenta. E vamos que vamos, sendo Txai, como Milton Nascimento me ensinou quando eu ainda era uma criança pequena. :)

E com certeza o dia de amanhã vai ser mais fácil, e caso não seja, estou aqui, disposta a encara-lo de frente mais uma vez, prontinha pra luta.

365/21

Quero a utopia, quero tudo e mais

Quero a felicidade nos olhos de um pai

Quero a alegria muita gente feliz

Quero que a justiça reine em meu país

Quero a liberdade, quero o vinho e o pão

Quero ser amizade, quero amor, prazer

Quero nossa cidade sempre ensolarada

Os meninos e o povo no poder, eu quero ver

São José da Costa Rica, coração civil

Me inspire no meu sonho de amor Brasil

Se o poeta é o que sonha o que vai ser real

Bom sonhar coisas boas que o homem faz

E esperar pelos frutos no quintal

Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder?

Viva a preguiça, viva a malícia que só a gente é que sabe ter

Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida

Eu viver bem melhor

Doido pra ver o meu sonho teimoso um dia se realizar

Coração Civil – Milton Nascimento

Hoje o único assunto que permeou minha timeline desde o começo do dia até o presente momento foi a tragédia da balada em Santa Maria (RS). Como qualquer assunto desse porte, para a nossa sociedade, sedenta de sangue e tragédia, virou um show, de lamentações, de horrores e de diversos tipos de manifestação. Percebi lutos sinceros (principalmente dos que sabem que poderiam viver uma situação semelhante, ainda que em outro lugar), gente baba-sangue postando fotos de extremo mau-gosto, vi maria-vai-com-as-outras que lamentam a morte de qualquer um que seja lamentado por mais de 3 pessoas e vi gente que se aproveita da dor e ingenuidade alheia para se promover. Inegavelmente essa foi a pauta do dia.

Mas eu penso que independente da crença religiosa de alguém ou de sua índole, não há uma pessoa com um mínimo equilíbrio psicológico que não se abale com um acontecimento dessa dimensão. É muita dor e sofrimento contido num só fato para que não faça com que mandemos as melhores vibrações e preces para os familiares de tantas vítimas. Eu não vou mentir, ser hipócrita e dizer que fiquei triste, isso porque foi algo distante de mim. Mas sem dúvida, fiquei chocada, e imediatamente comecei a pensar no que as pessoas envolvidas estão passando, assim como o faço em situações de guerra, de catástrofes naturais, ataques terroristas e afins. Porque por mais que não tenha relação direta comigo, no fim tem relação com a humanidade contida em cada um, e aí um sentimento que não sei explicar, que é um misto de solidariedade, companheirismo e até mesmo tristeza toma conta de mim.

Porém, eu preciso dizer que acho muitas vezes as reações desproporcionais, e vi uma comoção nacional maior do que em muitos casos seríssimos, como por exemplo de chuvas e deslizamentos, que às vezes tem até mais mortos dos que esses de Santa Maria e ainda deixam um rastro absurdo de vítimas, desabrigados e mesmo assim, no máximo vejo gente falando um “puxa, que coisa”. Hoje, ao passo que vi campanhas recrutando médicos, bombeiros, profissionais da área da Psicologia e Psiquiatria para amparar os familiares, doações de sangue e mobilizações sinceras e úteis de fato, vi também gente pedindo doações de dinheiro, roupas e afins para os familiares das vítimas. Gente, pera lá… Como assim… No calor da emoção muita gente não raciocina e serve de massa de manobra pra quem age de má fé. Os familiares das vítimas precisam de ajuda e apoio sim, mas não de nada material. Essas pessoas estavam em casa, provavelmente dormindo, no momento em que seus familiares faleceram. Eles não precisam de doações. Eles precisam de vibrações, preces, suporte emocional. E os sobreviventes precisam de agentes de saúde, doações de sangue etc. Os bens materiais que, eventualmente, forem doados, seguramente serão desviados. E isso me doeu mais do que tudo, porque pude ver gente que se aproveita de uma tragédia alheia para lucrar e manipular as pessoas.

Quem me conhece sabe que eu acredito no ser humano, sei que há muita gente boa, legal e honesta nesse mundo, porém essas tem mais publicidade do que os que aprontam. Acredito num mundo melhor que seja fruto de nossas atitudes mais decentes, atitudes essas que devem alimentar o nosso dia a dia e serem aplificadas em momentos como o de hoje, e não apenas existir nessas ocasiões. Sonho com gente pensando no todo, no coletivo e não apenas no seu próprio bem. Sonho que estender a mão seja um ato quase que reflexo. Muito mais do que palavras e preces, nossos atos devem refletir aquilo que queremos e esperamos do mundo. Coração Civil pra mim é um hino que clama por tudo isso e uma das músicas do Milton que mais me falam ao coração. E hoje está aqui para que sirva de reflexão, de brado e de prece a tudo que aconteceu hoje e como isso se refletiu na nossa vida.

365/18

De magia, de dança e pés
De criança, cantor e mãos.
Alameda de gente vida
Fecha e mata qualquer ferida.

De carinho, de roda e mãos.
De esperança, de corpo e pés.
A paixão que me está surgindo.
Te tocando, me consumindo.

A pulsação do mundo é
O coração da gente
O coração do mundo é
A pulsação da gente
Ninguém nos pode impor, meu irmão
O que é melhor pra gente

De magia, de dança e pés – Milton Nascimento

Eu não tenho como mensurar e nem mesmo explicar com palavras a importância da dança na minha vida. Talvez eu possa fazer isso (e apenas um pouco) com movimentos. Nesses sete anos que eu estou parada, sem dançar, é como se tivesse faltando um pedaço de mim, como se eu não fosse meu verdadeiro eu, uma Tayra completa. Me doía cada vez que eu falava que tinha sido bailarina, porque no meu caso, o ser bailarina e dançar é algo mais completo e que faz parte da minha alma. Sou aquelas que ouve uma música e coloca pra tocar no repeat até conseguir coreografar a mesma, arredondando os detalhes, como se tivesse vendo aquela dança nascer.

Essa música mexe muito comigo (como qualquer uma do Milton Nascimento), e eu acho que transparece um pouco do que a dança representa pra mim de algo que mexe com o meu ser, com minha vontade de viver, de transmitir algo através do corpo. Quem dança vê naquilo uma esperança, uma ferramenta que pode mudar o mundo, pode mudar vidas. É algo totalmente renovador e que, como eu já disse antes, nem consigo expressar com palavras.

Por isso, já em 2012, eu tinha decidido que voltaria a dançar em 2013, e já no começo do ano coloquei em prática esse sonho e comecei a conversar com algumas pessoas sobre isso e fui vendo a minha vontade individual começar a se tornar uma vontade coletiva. E hoje dei mais um passo em direção ao meu objetivo, e na semana que vem já faço a minha primeira aula, depois de todo esse tempo parada. Vai ser uma readaptação, uma remodelação do meu corpo e do meu condicionamento. Já tô contando com a Jillian nesse processo de readaptação do meu corpo – porque obviamente o perder peso está entrando nessas metas todas. Por isso, vamos que vamos, que comece uma nova era, porque como já cantava Bonnie Tyler, “Forever’s gonna start tonight”.

365/17

(Milton Nascimento)
Nós não vamos nos dispersar
Juntos é tão bm saber
Que passado o tormento
Será nosso esse chão
(Djavan)
Água, dona da vida
Ouve essa prece tão comovida
(Rita Lee)
Chega
Brinca na fonte
Desce do monte
Vem como amiga
(Coro)
Te quero água de beber, um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero orvalho toda manhã
(Gal Costa)
Terra, olha essa terra
Raça valente, gente sofrida
(Gonzaguinha)
Chama,
(Elba Ramalho)
Tem que ter feira,
(Gonzaguinha)
Tem que ter festa,
(Gonzaguinha e Elba Ramalho)
Vamos pra vida
(Chico Buarque)
Te quero terra pra plantar,
(Chico Buarque e Fafá de Belém)
Te quero verde
(Caetano Veloso)
Te quero casa pra morar,
(Caetano Veloso e Simone)
Te quero rede
(Paula Toller e Roger)
Depois da chuva o sol da manhã
(Maria Bethânia)
Chega de mágoa,
Chega de tanto penar
(Coro)
Canto, o nosso canto,
Joga no vento
Uma semente, gente
Olha essa gente
(Elisete Cardoso)
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
(Gilberto Gil)
Te quero terra pra plantar
Te quero verde
Te quero casa pra morar
Te quero rede
(Elisete Cardoso)
Depois da chuva o sol da manhã
(Coro)
Canto e o nosso canto
Joga no tempo uma semente
(Coro)
Gente
(Roberto Carlos)
Quero te ver crescer bonita
(Coro)
Olha essa gente
(Erasmo Carlos)
Quero te ver crescer feliz
(Coro)
Olha essa gente
(Roberto Carlos e Erasmo Carlos)
Olha essa terra, olha essa gente
(Coro)
Olha essa gente
(ROBERTO CARLOS)
Gente pra ser feliz, feliz
(Coro com Tim Maia)
Te quero água de beber
Um copo d’água
Marola mansa da maré
Mulher amada
Te quero terra pra plantar
Te quero verde
Te quero casa pra morar
Te quero rede
Depois da chuva o sol da manhã
(Fagner)
Chega de mágoa
Chega de tanto penar

Chega de Mágoa (letra: Gilberto Gil/ música: Criação Coletiva) – Nordeste Já

Eu era bem pequena quando essa música foi lançada, pra ser mais precisa, eu tinha seis anos, mas me lembro do meu pai chegando em casa com aquele disquinho e fazendo a música tocar exaustivamente. Rapidamente eu já sabia o refrão e boa parte da letra. O clipe repleto de famosos foi exibido no Fantástico e anos mais tarde, quando eu tinha uns 14 anos e já era uma aficionada por MPB, fiz meu pai resgatar seu single Nordeste Já e gravá-lo pra mim numa fita.

Pois é, gente, eu tenho 32 anos (faço 33 na próxima segunda-feira), sou muito anterior ao tempo do MP3, sou antecessora do disc-man. Eu tive walk-man, galera. Fitas e mais fitas gravadas com as músicas favoritas, e nessas horas a imensa discoteca do meu pai me foi muito útil. :)

Aí o Valtinho postou uma frase de Chega de Mágoa no Twitter dele essa semana e me deu uma saudade tão grande da música, que eu fico inconformada de isso não ter sido lançado em CD. E aí eu resolvi tirar a poeira e vi que na redação tem nada mais, nada menos que 12 posts rascunhados que eu começo e não tenho tempo de concluir. Ai, ai…

Mas Chega de Mágoa mereceu esse esforço. A música foi lançada em 1985, que foi o ano da solidariedade no mundo todo. E nos Estados Unidos cantores e músicos americanos e ingleses se uniram nos projetos USA for Africa e Live AID em benefício das vítimas na fome na Etiópia. O primeiro projeto reuniu 45 grandes nomes da música pop no hit We are the world, que acabou arrecadando mais de 55 milhões de dólares.

E aqui no Brasil os artistas se mobilizaram também, só que não para ajudar a África, uma vez que eles tinham toda uma população carente e abandonada pelo governo aqui mesmo. E cansados de esperar que os governos federal e estaduais tomassem medidas para ajudar o Nordeste, os cantores, músicos e compositores se reuniram num projeto semelhante ao USA for Africa para a arrecadação de verbas em benefício da população carente do Nordeste. O projeto recebeu o nome de Nordeste Já, e foi uma realização do Sindicato dos Músicos Profissionais do Município do Rio de Janeiro, rendeu a gravação de um compacto simples com a participação de muita gente boa e consagrada que estava
disposta a dar a sua colaboração por uma causa tão nobre. Por ordem alfabética são eles: Aizik, Alceu, Alceu Valença, Alcione, Alves, Amelinha, Antônio Carlos, Aquiles (MPB-4), Baby Consuelo, Bebeto, Belchior, Beth Carvalho, Bussler, Caetano Veloso, Camarão, Carlinhos Vergueiro, Carlão, Celso Fonseca, Charlot, Chico Buarque, Cláudio Nucci, Cristina, Cristovam Bastos, Dadi, Daltro de Almeida, Dinorah (As Gatas), Dorinha Tapajós, Dori Caymmi, Ednardo, Edu, Edu Lobo, Eduardo Dusek, Elba Ramalho, Elifas Andreato, Elisete Cardoso, Elza Soares, Emilinha Borba, Eunydice, Erasmo Carlos, Fafá de Belém, Faini, Fátima Guedes, Fernando Brant, Gal Costa, George Israel, Geraldo Azevedo, Gereba, Gilberto Gil, Golden Boys, Gonzaguinha, Guilherme Arantes, Ivan Lins, Jamil, Jacques Morelembaum, Joana, João Mário Linhares, João do Vale, José Luiz, Joyce, Kleiton e Kledir, Kid Vinil, Lana, Leoni, Leo Jaime, Lúcio Alves, Luiz Avellar, Luiz Carlos, Luiz Carlos da Vila, Luiz Duarte, Luiz Gonzaga, Luiz Melodia, Lulu Santos, Magro (MPB-4), Malard, Manassés, Maria Bethânia, Marina, Marlene, Martinho da Vila, Marçal, Maurício Tapajós, Mauro Duarte, Mazola, Miguel Denilson, Mirabô, Miltinho (MPB-4), Milton Banana, Milton Nascimento, Milton Araújo, Miúcha, Moraes Moreira, Olívia Byington, Olívia Hime, O Quarteto, Paulinho da Viola, Patativa do Assaré, Paula Toller, Pareschi, Penteado, Perrotta, Perrottão, Pepeu Gomes, Raimundo Fagner, Rafael Rabello, Reinaldo Arias, Ricardo Magno, Rita Lee, Roberto de Carvalho, Roberto Carlos, Roberto Ribeiro, Roberto Teixeira, Rosane Guedes, Roger (Ultraje a Rigor), Rosemary, Rubão, Rui (MPB-4), Sandra de Sá, Sérgio Ricardo, Simone, Sílvio Cézar, Sueli Costa, Stephani, Tânia Alves, Tavito, Teo Lima, Telma, Telma Costa, Terezinha de Jesus, Tim Maia, Tom Jobim, Tunai, Verônica Sabino, Vilma Nascimento, Virgílio, Yura, Wagner Tiso, Walter, Zenilda, Zé da Flauta, Zé Ramalho, Zé Renato, Zizi Possi.

A música é linda, tocante, com vozes maravilhosas, e apesar de eu não gostar de Roberto Carlos (ainda que o Valtinho tente me catequizar), mesmo ele cai como uma luva. É soberbo, é tocante, tanto que eu não consegui selecionar um trecho e coloquei a música toda, com o nome do intérprete antes do trecho que ele cantava. O link que eu coloquei tem o clip oficial, que dá vontade de ficar assistindo em looping eterno, de tão lindo que é ver tantos gênios da nossa música reunidos dando um show (de música, arte e solidariedade). Precisamos mais de reuniões como essas, em todos os sentidos, nossos ouvidos merecem, o Nordeste merece. Obrigada Valtinho por trazer Chega de Mágoa de volta a minha lembrança. <3

Recriar cada momento belo já vivido
e ir mais, atravessar fronteiras do amanhecer
e ao entardecer olhar com calma
então…

Alma, vai além de tudo
o que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida
tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser,
Alma

Änïmä (Milton Nascimento e José Renato) – Milton Nascimento

Essa é a minha música favorita na vida, por isso ela já apareceu outras vezes aqui, e como faz um tempo que eu não apareço por aqui, nada mais justo do que ela para reabrir os trabalhos, né!

Tô numa correria tão louca, que eu tenho 12 posts rascunhados aqui que eu não consegui terminar. Mas tô me empenhando em administrar melhor o meu tempo pra conseguir postar mais aqui e no Teia de Renda. Porque, bem ou mal, vir aqui escrever é uma terapia.

E Änïmä, pra mim é uma dessas músicas que me traz lágrimas aos olhos e que como a própria letra sugere, sempre me faz dar um mergulho dentro da minha alma. É dessas que eu gosto e ouvir quando preciso parar, respirar, ficar mais centrada. E é o que eu mais tenho tentado fazer ultimamente. E pela enésima vez, prometo que vou tentar postar mais. :)

Eles se amam de qualquer maneira, a vera
Eles se amam é e pra vida inteira, a vera
Qualquer maneira de amor vale o canto
Qualquer maneira me vale cantar
Qualquer maneira de amor vale aquela
Qualquer maneira de amor valerá

Paula e Bebeto (Milton Nascimento e Caetano Veloso) – Milton Nascimento

Hoje é aniversário do Thi, e nem vou ficar me repetindo, pois já disse muito aqui. Mas, nunca é demais dizer parabéns e feliz aniversário praqueles que amamos, né! Então aqui vai, só pra não perder o costume… <3

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Simples Desejo (Daniel Carlomagno e Jair Oliveira) - Luciana Mello #mpb #lucianamello #jairoliveira

Isso é um mantra diário, sempre que algo vem pra azucrinar e tirar a minha paz. 😊 Cajuína - Caetano Veloso (mas eu gosto bem mais na voz da Gal Costa) - é uma música linda, lindíssima, curtinha e maravilhosa, que sempre, sempre, sempre me arranca lágrimas. Caetano a compôs em homenagem ao amigo Torquato Neto, que foi junto com ele um dos fundadores do Tropicalismo, e que se suicidou no começo da década de 70.  #MPB #tropicalismo #caetanoveloso #galcosta #torquatoneto Ê, povo, ê - Gilberto Gil #MPB #GilbertoGil - música que tá tocando em looping na minha semana desde domingo. Código de acesso (Itamar Assunção) - Zélia Duncan #MPB #zéliaduncan #itamarassunção Eu nunca te amei idiota (Alvin L.) - Ana Carolina #MPB #rocknacional #anacarolina Sobre o tempo (John) - Pato Fu #patofu #rocknacional #fernandatakai Dê um rolê (Moraes Moreira) - Novos Baianos #NovosBaianos #MPB Caçamba (Éfson e Odibar) - Molejo #samba #pagode #molejo Viva (Kledir Ramil) – Kleiton e Kledir #MPB #kleitonekledir
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Isso é um mantra diário, sempre que algo vem pra azucrinar e tirar a minha paz. 😊